Blue Flower

Goiás

Goiás

 

Pirenópolis

Pirenópolis

Caminhos para Santiago de Compostela

O Camino de Santiago leva à Catedral de Santiago de Compostela onde, supostamente, estão enterrados os restos mortais do apóstolo Tiago, Patrono dos Peregrinos e Trabalhadores, e é atualmente o mais famoso roteiro de peregrinações cristãs.

Muito embora Tiago, provavelmente, tenha pregado apenas na Samaria e Judéia e morrido nessa mesma região por ordem de Herodes Agripa I, por volta do século XII criou-se uma lenda segundo a qual ele teria ido de barco de Israel até o norte da Espanha, e por lá tenha pregado até seu martírio.

A peregrinação até Santiago de Compostela foi muito usada durante a Idade Média, declinando a partir da Reforma Protestante, nos anos 1500. Foi retomada com força a partir dos anos 1980, dessa vez não só por peregrinos cristãos, mas também por pessoas em busca de desafios, ou simplesmente que querem passear, conhecer lugares diferentes caminhando.

Provavelmente a rota tenha sido significativa também para os povos pré-cristãos. Os símbolos e lendas pagãos relacionados ao Caminho tem sido bastante procurados pelos caminhantes.

São diversos caminhos que levam a Santiago de Compostela, os mais populares são o Camino del Norte, o Camino Portugues, a Via de La Plata e, o mais frequentado de todos, o Camino Frances.

Alguns dos hotéis aceitam apenas peregrinos, identificados pelo Passaporte de Peregrino. Assim, mesmo que não seja importante para você esse “documento” para comprovar a realização da peregrinação, é importante adquiri-lo no início de seu passeio, mesmo que seja apenas para facilitar a hospedagem. Alguns hotéis também fazem restrições à permanência por mais de uma noite, ou ainda fecham as 22:00 h ou 23:00 h.

 

Caminho de Cora

Esse caminho tem um site próprio: caminhodecoracoralina.com.br, de onde trago algumas informações.

Foi um projeto iniciado em 2013 e concluído em 2018, após obter apoio do Governo do Estado de Goiás.

O Caminho passa por rotas antigas, desde as usadas pelo Bandeirantes no século XVIII, até os caminhos usados por Auguste de Saint’Hilaire, Johan Emanuel Pohl e a Expedição Cruls no século XIX.

O Caminho de Cora, que vai de Corumbá de Goiás até a Cidade de Goiás, se une ao Caminho dos Goyazes que liga a Cidade de Goiás à Chapada dos Veadeiros.

O Caminho foi dividido em 13 trechos, com distâncias que variam de 12,7 km a 38,5 km (caminhodecoracoralina.com.br/mapas-e-trechos). É possível e importante fazer o download do Caminho (caminhodecoracoralina.com.br/aquivos-para-download) que pode ser baixado em algum GPS ou até no Google Earth.

Caminho das Missões

As Reduções Guaraníticas erguidas pelos Padres Jesuítas na América do Sul foram uma experiência espetacular que durou 160 anos, entre os séculos XVII e XVIII, e atingiram desde a Argentina até a Bolívia, passando pelo Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), Uruguai e Paraguai. Tem uma história extensa, contando com muitos povoamentos, conflitos com Bandeirantes (na época eram chamados simplesmente paulistas) que queriam escravizar os índios que já havia sido “amansados”, fugas, e até guerras, como o massacre dos Sete Povos das Missões realizado por Portugueses e Espanhóis.

Um excelente relato, ainda que bastante resumido, sobre as Missões Jesuíticas/Reduções Guaraníticas, é encontrado em https://www.uol.com.br/nossa/noticias/bbc/2021/06/05/a-vida-nos-assentamentos-jesuitas-no-seculo-16-chamados-de-triunfo-da-humanidade.htm.

O Caminho das Missões é um roteiro através da região que era abrangida por essas Reduções, um caminho internacional de 750 km, que passa por Paraguai, Argentina e Brasil num roteiro de 29 dias, e um caminho brasileiro, de 338 km em 14 dias, passando pelos Sete Povos das Missões “brasileiros”, com trechos entre 12,5 km e 31 km. Existe um site que fala sobre o Caminho brasileiro: Rota Missões de forma bastante superficial, porém não tem explicações sobre como fazer o Caminho desacompanhado. Uma possibilidade é contatar a Agência de Turismo Caminho das Missões.

O Caminho das Missões brasileiro passa por:

  • São Borja (Missão de São Francisco de Borja)
  • Passo da Barca
  • Sarandi
  • Rio Uruguai
  • São José Velho (Garruchos)
  • São Nicolau (Missão de São Nicolau)
  • Rio Piratini
  • São Luiz Gonzaga (Missão de São Luiz Gonzaga)
  • São Lourenço das Missões (Missão de São Lourenço Mártir)
  • Santuário do Caaró (Caibaté)
  • São Miguel das Missões (Missão de São Miguel Arcanjo)
  • São João Batista (Missão de São João Batista)
  • Santo Ângelo (Missão de San Angel Custódio)

 O percurso brasileiro passa por três Patrimônios Nacionais:

  • Sítio arqueológico de São Nicolau,
  • Sítio arqueológico de São Lourenço e
  • Sítio arqueológico de São João Batista;

além de um Patrimônio Cultural da Humanidade:

  • São Miguel Arcanjo.

 

O Caminho Internacional das Missões passa por:

  • San Ignácio Guazu
  • Santa Maria
  • Santa Rosa
  • Santiago
  • San Cosmo e Damián
  • Jesus
  • Santíssima Trinidad
  • Corpus
  • San Ignácio
  • Loreto
  • Santa Ana
  • Santa Maria
  • San Javier
  • São Nicolau
  • São Luiz Gonzaga
  • São Lourenço Mártir
  • São Miguel das Missões
  • São João Batista
  • Santo Ângelo

 

 São sete Patrimônios Mundiais visitados no Caminho Internacional:

  • Jesús de Tavarangue – PY
  • La Santísima Trinidad de Paraná – PY
  • San Ignacio Miní – AR
  • Nuestra Señora de Loreto – AR
  • Nuestra Señora de Santa Ana – AR
  • Santa María La Mayor – AR
  • São Miguel Arcanjo – BR

 

Veja também:

Rota das Missões

Caminho das Missões

Site do Vaticano - Caminho das Missões

Trilhas

 

Sou uma pessoa que gosta de caminhar, apesar de não ter feito ainda muitas caminhadas mais longas. Estou me planejando para tanto assim que terminar o caos da pandemia do COVID-19.

O que percebo nas pesquisas que tenho feito é que, no Brasil, infelizmente, temos pouca estrutura para caminhadas com trilhas que levem mais de um dia. No geral, as cidades são relativamente distantes umas das outras, e entre essas há poucos pontos de apoio.

Já aconteceram diversas tentativas de sinalizar trilhas mais longas, mas a maioria dessas iniciativas é interrompida em pouco tempo, ou seja, o caminho é sinalizado, às vezes apenas parcialmente, e não acontece a manutenção.

O Governo Federal, através do ICMBio, de tempos em tempos retoma a ideia de mapear e integrar os diversos Caminhos que existem Brasil afora, tentando criar uma grande rede de trilhas/caminhos. São projetos que tem muitos problemas de continuidade, a cada vez que é retomado o mapeamento, é necessário começar quase do zero, porque se perdeu o material ou as referências do que foi feito na tentativa anterior. Mas algum dia chegamos lá...

Contudo, temos paisagens de tirar o fôlego, um clima que permite essas caminhadas, e gente disposta a caminhar. Fica aqui meu estímulo às pessoas que tem trabalhado na marcação e manutenção dessas trilhas, continuem, o Brasil merece. Isso depende de pessoas com vontade de fazer, não podemos depender apenas da vontade desse ou daquele governo.

Quanto a trilhas no exterior, pesquisei pouco. Os famosos Caminhos de Santiago de Compostela (sim, são vários, apesar da fama maior do Caminho Francês) tem boa estrutura, principalmente porque pessoas que vivem ao longo do mesmo, eventualmente também igrejas e governos locais, foram criando estruturas de apoio. E o caminho se consolidou pela fama que obteve.

No mais, na Europa, há sempre cidades e locais com alguma estrutura que o caminhante pode usar como apoio em distâncias relativamente pequenas. Nos demais continentes ainda não pesquisei nada.

Bom, mas enquanto me preparo para caminhadas maiores, quero aqui ajudar a consolidar algumas informações de trilhas, ou caminhos. Nesse momento, é a forma que posso ajudar no estímulo a esse maravilhoso esporte que é a caminhada, ou trekking, como alguns preferem.

Caminho de Cora

Caminho das Missões

Caminhos de Santiago de Compostela